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Desde sempre, as Irmãs tiveram o desejo de proporcionar às pessoas a possibilidade de se encontrarem com Deus através da oração. Para isso, quando ainda não existiam casas dedicadas a retiros, as primeiras Escravas abriam a sua casa e saíam dos seus quartos para que as senhoras que o desejassem pudessem fazer Exercícios Espirituais. Estávamos no século XIX.
Depois que o Lar Universitário, em Lisboa, fechou, começou-se à procura de um local apropriado para realizar este sonho. A Diocese de Setúbal parecia ser um bom lugar pois ainda não havia aí nenhuma casa para retiros. Contactado o então Bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, que muito se alegrou com esta proposta, e depois de muito procurar, decidiu-se comprar a Quinta de Santo António, na Serra do louro, a 1 km de Palmela. Esta quinta possuía uma casa relativamente pequena, destinada à residência de Verão dos anteriores proprietários, uma série de construções para garagem, armazém de alfaias e produtos agrícolas e residência dos caseiros, para além de uma grande extensão de terreno, onde se poderia construir a futura Casa de Oração. No dia 4 de Setembro de 1984, uma pequena comunidade, composta por cinco irmãs e uma postulante, foi viver para a Casa já existente na Quinta. Foi nesta casa que as Irmãs viveram durante os três primeiros anos. O trabalho pastoral era muito variado: apoio a três paróquias dando aulas de Educação Moral e Religiosa Católica ao 1º Ciclo, privilegiando as escolas das zonas rurais; Catequeses a crianças e adultos; preparação para os sacramentos; formação de Catequistas; Celebrações da Palavra; acolhimento de grupos que iam passar o dia para se reunirem; acompanhamento de Grupos de Jovens e de Escuteiros… Esta Casa ainda hoje existe. É a Casa de Santo Inácio e foi recentemente remodelada. No Outono de 1986, começaram as obras para a Casa de Oração propriamente dita, que foi inaugurada a 25 de Junho de 1989. A principal acção passou a ser a organização e dinamização das diferentes actividades da Casa de Oração e dos serviços necessários ao seu funcionamento. Desde o princípio tentou-se oferecer não só as instalações para os diferentes grupos e movimentos que as solicitavam, como também actividades organizadas e orientadas pelas irmãs: dias de oração, retiros nos tempos litúrgicos fortes, Exercícios Espirituais… |